21 de janeiro de 2007

Aprender com a vida...

Bem...pensavam que já nos tínhamos esquecido do nosso bebé?! Nada disso! A vidinha é que tem sido um bocadito madrasta connosco e o tempo infelizmente não estica. Ainda que às vezes desse jeito.

Mas, no meio de todas as confusões e desencontros que nos têm acontecido ultimamente, aproveitámos para aprender alguma coisa. Sim, é verdade! Porque no meio das adversidades ainda conseguimos aprender qualquer coisinha.

Agora que as coisas acalmaram ligeiramente, apercebemo-nos como facilmente nos deixamos levar pelas situações alheias a nós e deixamos de pensar nas nossas relações e naquilo que nos une aos outros. Muitas vezes preocupados em "apagar os pequenos fogos" que vão surgindo para tentar manter o equilíbrio das coisas, vamos deixando que uma das frentes do incêndio - aquela que não vemos mas que está lá - invada a nossa vida e vá desgastando o nosso dia-a-dia.

Ultimamente, temo-nos apercebido porque é que há tantas relações que desmoronam e acabam amargamente, mergulhadas no mar imenso dos rancores e sem nada a fazer por um grande amor que esmorece e se esvai no turbilhão dos problemas que vão devorando os sentimentos. Há alturas em que, sem darmos conta do erro gigantesco que estamos a cometer, deixamos de falar de nós, deixamos de olhar para nós, as noites são exclusivamente para dormir e a convivência é um hábito como outro qualquer.

Bolas! Agora vemos que sentimos apenas o cheiro longínquo desta derrota triste do amor, da felicidade e dos projectos de vida e, sinceramente, não foi nada agradável. Hoje, que a saudade e a ausência teve como vantagem termos tomado consciência de que passámos longe - mas passámos - desta espada afiada pronta a dilacerar o que nos une, agradecemos estes dias de calmaria, ainda que cheios de saudades e de contratempos tecnológicos.

Ainda bem que nos resgatámos! Um ao outro e aos dois! Afinal, a vida sem o nosso espécime raro não tem graça nenhuma!

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