23 de abril de 2007

O esforço de não "nos passarmos"

Há duas coisas na vida que nos enervam solenemente: uma é a falta de civismo e de educação; a outra é a ignorância. Pior só as duas coisas juntas, o que infelizmente acontece muito por esse país fora.

Perguntamo-nos diversas vezes se é assim tão difícil evitar fumar no restaurante quando as pessoas da mesa ao lado ainda estão a comer, respeitar uma fila ou dizer "com licença", "se faz favor" e "obrigada". Também não custa ser simpático para a senhora da caixa do supermercado, o senhor do restaurante ou a menina dos bilhetes do cinema. Achamos muito triste quando vemos certos indivíduos serem rudes para estas pessoas só porque acham que "têm o direito". São estas as pessoas que constituem a sociedade da qual também fazemos parte? São estas as pessoas que vão gerar e educar a sociedade de amanhã?
É certo que com o caminho que isto leva, um dia destes quem manda são os putos. Mas a culpa disso não morrerá solteira nunca neste assunto. Vai casada, e bem casadinha, com os progenitores destas novas formas de criaturas ditatoriais. E depois ainda vão usar a desculpa de que são assim porque lhes procuraram dar tudo aquilo que não tiveram. E pior! Não só dão mesmo TUDO o que não tiveram, como ainda tiram o que tiveram pois também lhes pode fazer mal. E começam pela educação. Depois que "grama a pastilha" somos nós, que andamos na rua sossegadinhos ou estamos sossegadinhos em casa e temos que aturar as birras, os gritos, os murros e pontapés de quem quer pode e manda!
Prometemos que se um dia ficarmos assim vimos aqui e escrever em letras garrafais: MEA CULPA, MEA MASSIMA CULPA! Até lá, vamos ver se aprendemos o que não fazer.

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