1 de agosto de 2007

Counting Down

Com toda a certeza acontece a toda a gente esta sensação de pré-férias! Vamos arrastando o trabalho, depois vemos as coisas quando viermos de férias. Guardamos o stress para quando estivermos mais restabelecidos para enfrentar as "loucuras do dia-a dia". Damos mais umas espreitadelas na internet, à procura de coisas giras para visitar.

Mas giro, giro é aquele povo que guarda as férias para fazer tudo o que acha que não consegue durante o resto do ano. Já repararam que o número de corredores aumenta substancialmente pelas ruas mais recatadas das nossas cidades nestas alturas? A quantidade de saladas aumenta substancialmente nas mesas dos mais incautos, que só se lembram que precisam perder o "pneuzinho" quando experimentam o fato de banho do ano anterior.

Temos também os que arrastam os filhos para horas e horas de viagens de carro, embuídos no espírito do "programa de família" que naturalmente inclui viagens a todos os monumentos, museus, casas de cultura e outros afins, para que todos vejam as obras de arte que existem numa determinada zona, ainda que continuem sem as entender, pois não sabem a história do local, nem a sua importância nacional ou internacional. Mas vem nos guias de viagens e o amigo disse que era giro e lá vão todos.


Temos também os leitores de Agosto! Sim, aqueles que passam o ano sem pegar num livro, revista ou jornal e que durante o tempo de férias acha que consegue trabalhar os seus hábitos de leitura. Então adquire todos os livros que sairam nos últimos seis meses, todos os dias tem uma revista interessante para comprar e dedica-se ao jornal diário. Acontece é que os livros servem muitas vezes apenas para decorar a mesa onde se estão a beber umas minis e a comer tremoços com os amigos (como fazem todos os fins-de-semana), as revistas acabam no WC e os jornais, depois de lidas "as gordas" e de formar opinião sobre tudo - para acompanhar a cerveja e os tremoços - acaba no lixo, juntamente com o sonho de tentar aprender alguma coisa de interessante.

Pior que isso, só a chuva de gente que se instala a sul do país, aparentemente para fazer praia, mas que acaba por fazer exactamente a mesma vida que faria se tivesse ficado em casa. Vão ao supermercado, cozinham, lavam a loiça, a roupa e limpam a casa. A única diferença é que em vez de realizarem estas tarefas no sítio do costume, pagaram mais que a renda ou que o empréstimo, por 2 semanas da mesma vidinha, apenas a decorrer num parelelo mais a sul.


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